3/09/2006

Inuitatio III



Amici carissimi, saluete!

Estamos já em Março e ainda não se teceu um diálogo para podermos discutir a questão dos estatutos, dos projectos que tenham em mente, das necessidades, das ideias a serem compartilhadas. Temos de ultrapassar este desânimo que apenas contribui para a 'morte' efectiva das Línguas Antigas em Portugal e, como jovens, temos a obrigação de «deselitizar» uma área que já acarreta preconceitos a contento, consideradas como áreas para «hiperespecialistas».
Latim?! Grego?! Línguas Mortas! Quem é que as fala actualmente? Para que é que servem? - estas e outras questões não nos devem intimidar, mas antes, constituir um desafio à nossa imaginação.
É verdade que os sucessivos sistemas educativos e as metodologias de ensino das línguas antigas que hoje imperam não foram nem são as melhores. É verdade que o ensino das línguas antigas estão associadas a épocas de opressão e ao medo da menina-dos-cinco-olhos, mas há que desconstruir este preconceito e construir uma comunidade que defenda a preservação de um património multimilenar. Não vivamos mais em torno do nosso próprio 'ómphalos', ou quais Narcisos, e sejamos os Resistentes que sempre fomos nas fileiras da sala de aula. Recordam-se?
Mactote uirtute!
Laureano de Macedo.

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